SAÚDE DE ITABUNA QUER ATENDIMENTO EFICAZ E HUMANIZADO NA SAÚDE MENTAL

 O secretário Municipal de Saúde, Vitor Lavinsky, afirmou na manhã desta segunda-feira, que uma das metas principais de trabalho é a reestruturação da rede de saúde mental em Itabuna que necessita de um olhar mais do que especial. Hoje pela manhã ele visitou os três Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a Unidade de Saúde José Maria de Magalhães Neto (no antigo Sesp) e a Policlínica Dois de Julho, ambas no centro da cidade.

Acompanhado da diretora de Planejamento, Lísias Miranda São Mateus e de técnicos da Secretaria de Saúde de Itabuna, ele esteve primeiro no CAPS Adulto II, no Jardim Alamar, onde, a exemplo do CAPs Infantil-Adolescente (CAPs-IA), no Góes Calmon, funcionam, mas precisam de melhoria nas instalações físicas e hidráulicas e a contratação de mais profissionais de saúde.

Os dois CAPs juntos tem cadastrados mais de quatro mil pacientes com atendimento diário a mais de 200 pacientes com algum tipo de transtorno mental.

Mas foi no terceiro Centro de Atenção Psicossocial Álcool-Drogas (CAPs-AD), no bairro de Fátima, que o secretário e os técnicos ficaram estarrecidos diante da situação caótica em que se encontra o local. “É desumano trabalhar e principalmente prestar um serviço médico especializado num ambiente como esse”, desabafou, adiantando que estuda a possibilidade de transferência imediata da unidade para um novo prédio.

Os problemas começam com paredes úmidas e mofadas, faltam móveis e equipamentos médicos, instalações hidráulicas e elétricas deficientes e matagal na área externa. O CAPs- AD já havia sido notificado pela Vigilância Sanitária no ano passado devido justamente as péssimas condições em que se encontra o prédio. A unidade mantém mais de 1.600 pacientes cadastrados e atendimento diário para mais de 50 usuários com dependência de álcool e outros tipos de drogas.   

Atendimento humanizado
“Primeiro vamos resolver as prioridades e sabemos que não são poucas, e logo em seguida colocar o que for possível para funcionar de forma eficiente e mais humanizada para que a população não sofra por falta de assistência à saúde na rede pública em Itabuna”, garantiu o secretário.

Vitor Lavinsky disse ainda que não será possível resolver todos os problemas da saúde, muitos deles antigos, em apenas um mês, “mas o desafio está lançado e vamos trabalhar para garantir uma assistência médica gratuita de qualidade e mais eficiente, porque essa é uma das propostas de governo do prefeito Fernando Gomes”.    

“Eu acredito que a saúde pública em Itabuna vai melhor muito a partir de agora porque Fernando (Gomes) sempre teve um olhar especial para essa área. Já temos até uma psicóloga aqui depois de um ano sem esse profissional”, complementa Sandra Alves Nascimento, mãe Kauá, de 13 anos e um dos pacientes do CAPs-IA.

Outro desafio que o secretário de Saúde de Itabuna diz ter pela frente é com a rede da Atenção Básica. Ainda durante visita que ele fez tanto na Unidade de Saúde José Maria de Magalhães Neto quanto na Policlínica Dois de Julho, também ficou surpreso pelas péssimas condições estruturais, a falta de mobiliário e equipamentos que impedem o funcionamento de importantes serviços, a exemplo do setor de oftalmologia que funcionava na Policlínica. O único aparelho para exames oftalmológicos está parado por falta de manutenção. Algumas salas que poderiam servir de consultório médico foram transformadas em depósito de entulhos.

“Teremos muito trabalho daqui pra frente, mas também temos boa vontade e disposição. E para começar, vamos priorizar tudo o que for possível para que a saúde pública em Itabuna funcione logo e plenamente. Só precisamos um pouco mais de paciência da comunidade”, pediu o secretário de Saúde.  

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