A INFLAÇÃO DE PARTIDOS E O CALO DA GOVERNANÇA

O episódio da nomeação de Antonio Imbassahy para a vaga de Geddel, anunciada e retirada depois de pressões do chamado Centrão, grupo de partidos que reúne PSD, PP, PR e PTB, um conjunto de 171 deputados, bem serve para ilustrar um grave problema do Brasil, o do presidente refém.

Explicando: no Brasil há 35 partidos oficializados, 27 deles com representação na Câmara. Cada um quer ampliar a sua fatia de participação no governo, e empareda o presidente: ou dá ou não tem apoio.

E o número de partidos só cresce: eram 22 em 206, passaram a 27 em 2010 e agora 35, com mais 31 (acredite) no prelo.

Virou um negoção. Um partido que nasce hoje e não tem um vereador eleito, ganha do Fundo Partidário pouco mais de R$ 1 milhão por ano, sem contar que nas campanhas vende horário de televisão e às vezes até o registro para quem quer se candidatar.

O Senado já aprovou projeto que impõe cláusulas de barreira, que limitam a expansão e proíbem as coligações. Já vem tarde.

Pequeno furdunço — Se Imbassahy for confirmado como ministro, vai provocar um pequeno furdunço baiano. A questão: a cadeia de suplente da Coligação Unidos por uma Bahia Melhor, que o elegeu (DEM, PMDB, PTN, SD, Pros, PRB e PSC) tem como primeiro suplente Luiz Argolo (SD), como segundo pastor Luciano Braga (DEM), como terceiro Colbert Martins (PMDB) e como quarto Marcos Medrado.

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