NOTA

Para a maioria da população crime consiste em ser pego pela polícia fumando maconha ou crack, assaltando nas ruas, furtando pequenos objetos, e em certos casos roubando uma galinha do quintal dos outros. Quem não tem tempo para analisar os verdadeiros crimes contra a sociedade estabelecida, porque tem que trabalhar de manhã à noite, acaba por pensar de conformidade com a opinião de uns poucos que coordenam programas jornalísticos sensacionalistas, que não têm seriedade e nem compromisso com a realidade e com o povo que constrói a nação com sangue e suor.

Faz-se sensacionalismo de uma gravação de um jovem furtando uma conveniência sem armas em punhos, e se esquecem de falar e demonstrar os verdadeiros assaltantes do país, aqueles do dinheiro público e da bandidagem quase oficializada.

É incrível a grande quantidade de crimes cometidos por políticos contra o povo brasileiro! Sendo que em pouquíssimos casos isso vem à tona, e esse mesmo povo brasileiro fica somente sabendo em pequenas notas de jornais e rádios da obediência. A maioria do povo fica sabendo mesmo é da prisão do filho do vizinho, resultado da falta de educação pública de qualidade, da falta de compromisso com a geração de emprego e renda, bem como da falta de formulações de prevenção à drogadição. A prisão de um filho de um pobre choca mais a sociedade lá nos seus rincões e periferias das grandes metrópoles, do que a lista dos “fichas sujas” das estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral.

Políticos sem nenhum compromisso com a moral, e sem escrúpulos roubam bem mais, e causam bem mais males à sociedade e a ordem estabelecida, do que aquele jovem vítima da drogadição e da violência das favelas e das ruas, que furta e rouba para manter seu miserável e doente vício. Para estes políticas de ressocialização, como o primeiro emprego, atividades esportivas e culturais, e outras de prevenção aos que estão entrando na fase da adolescência, pode ser a solução, e deve ser papel do Estado. Para aqueles outros nem a cadeia pode ser solução, porque vai acabar onerando o Estado, com “cabeça vazia, oficina do diabo”.

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